MANIFESTACÃO NO RIO: O GOLPE NÃO VEIO E A PROFECIA DO CAOS NÃO ACONTECEU.

A juventude negra e das periferias foi as ruas liberta dos supostos proprietários de manifestações. E o golpe alardeado pelos profetas do caos não chegou até agora
A quem interessa ser profeta do caos?

A advertência de não realização de manifestações políticas, fundada no medo e na promoção do pânico social, é um atentado à democracia, uma forma de extorsão de poderes, de dirigismo monopolista das pautas plurais e das reivindicações divergentes de sujeitos que são diversos em cor, classe, renda, gênero, orientação sexual, instrução, etc. A advertência sob a forma de ameaça produz paralisia decisória de lideranças, imobilismo social e lugares resignados de fala, que seguem aprisionados nas redes sociais, na política emoticon do “estamos juntos” até o próximo bloqueio, diante da comunhão de princípios com diferença de opiniões: “você deve ir ao shopping, mas não a passeata”.
De polícias autonomizadas aos governos autônomos

Por Jacqueline Muniz Triste constatar que propostas “progressistas” e “conservadoras” tem em comum ampliar o poder de polícia no Brasil, seja apostando no falso mito da UNIFICAÇÃO, seja apostando na desregulação da discricionariedade policial. Uma e outra implicam num estímulo a autonomização predatória, cujos resultados são as perversões de se passar uma procuração em aberto […]
Não era uma reunião de trabalho presidencial

Não era uma reunião de trabalho presidencial. O Brasil e sua urgência foram barrados. Um plano nacional foi excluído. A Pandemia foi ignorada, afinal é vista como um problema pessoal de higiene e falta de capricho. Assistiu-se a uma conversa entre um representante de vendas presidenciais e seus gerentes de franquias ministeriais.
A vontade de poder da Santíssima Trindade Bolsonariana e a cruzada contra os mensageiros da COVID-19

Há um cálculo na jogada da Santíssima Trindade (Pai, Filho e as Fakenews). A retórica libertária antissistema – “não tô nem aí”– substitui a condução política “impura” do Estado por um comando missionário “puro” da nação. Em vez de agir como governante, age intencionalmente como um mártir destemido, independente e visionário, o ELEITO, que vive o RITO do sacrifício público das desmoralizações, xingamentos e panelaços dos eleitores para ser fazer MITO.